Você
pede para que a arte interna se manifeste, fazendo a loucura sair numa prece.
Na porta de saída da loucura nos deparamos com a entrada da arte. A arte é um
modo de se expressar. Uma categoria que joga com a imaginação e talento. A arte transcreve a razão de uma forma especial. A arte em-si é animal. Na natureza
observamos o dom artístico. As geometrias, os movimentos, a imagem em ação. E
há um pouco de loucura nisso. A loucura seria a interpretação, o funcionamento
do ego que se distingue em expressividade as propriedade dos sentidos.
Embora
a loucura seja duramente rebatida como sendo um aspecto abnormal da
consciência, ela ainda assim possui algo belo – por conta da arte. São os
artistas loucos? Na pressão que ameaça a razão, é possível sentir um pouco da
loucura, descrita como ansiedade. A ansiedade nos retira da conexão da
plenitude, e nos desloca à uma vibração tempestiva que aflige a racionalidade.
Os artistas possuem uma ânsia positiva para ver suas obras perfeitamente feitas.
Mas nem todos artistas são loucos, e a loucura não é sinônimo de beleza – no
sentido crítico do termo. A beleza é o saber!
Saibamos
dialogar com a loucura para afastá-la da gente. Para que a arte pura entre e
faça florescer nosso campo imaginário. Com um pingo de arte a vida vai sendo
colorida. É estranhamente louco ser normal e não estar definitivamente louco.
Por que conceitualmente a loucura nos redireciona à um estado crítico de
anomalia. Por outro ângulo, na estrutura líquida da complexidade da loucura,
assimilamos à grandeza das obras como um feito extraordinário. Soa realmente
louco se aprofundar no quesito da arte como fenomenologia da beleza da vida, e
a loucura com que ela nos apresenta à abstração.
No
mais, a mensagem que desejo passar, não é a de que todos somos loucos artistas,
mas que para evitar a loucura devemos nos entregar à arte. A arte chama as
técnicas e saberes. A arte evoca a expertise. A arte nos povoa com a sublime
vontade de fazer a crítica. E a crítica é produzida com o óleo laboral. A vida
até parece um laboratório. Oremos para que nosso ser artístico equilibre-nos à
razão. E na paixão não pequemos contra o coração. Sejamos fiéis ao propósito da
exibição articular. Por que toda a biologia é feita em matéria de luz, às
nossas câmeras, temos a ação do tempo para contar com precisão o início e o fim
do próprio infinito.
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