Skip to main content

Entra arte, sai loucura!


Imagem relacionada Tenho que confirmar, que entre a loucura e a arte há sanidade. A loucura nos faz entender a razão da arte. O que parece loucura à sociedade na verdade é simplesmente uma revolução artística. E você deve ter reparado, a sociedade anda cada vez mais artística. Nossa pele está sensibilizada a eletricidade da arte. Nós não estamos ficando loucos. A loucura é incorporada nos padrões sociais. É muito louco não ser louco. Por isso louvemos entrementes o produto dessa operação que é a capacidade de discernimento ao controle da vida. Por que quando a arte entra, a loucura sai, e quando a loucura sai a arte entra. Esse jogo parece perigoso e mesmo fantástico, por que até nos lembra uma tomada erótica. Mas não generalizemos, o entra e sai é um paradoxo dos reencontros da conexão superior.

Você pede para que a arte interna se manifeste, fazendo a loucura sair numa prece. Na porta de saída da loucura nos deparamos com a entrada da arte. A arte é um modo de se expressar. Uma categoria que joga com a imaginação e talento. A arte transcreve a razão de uma forma especial. A arte em-si é animal. Na natureza observamos o dom artístico. As geometrias, os movimentos, a imagem em ação. E há um pouco de loucura nisso. A loucura seria a interpretação, o funcionamento do ego que se distingue em expressividade as propriedade dos sentidos.

Embora a loucura seja duramente rebatida como sendo um aspecto abnormal da consciência, ela ainda assim possui algo belo – por conta da arte. São os artistas loucos? Na pressão que ameaça a razão, é possível sentir um pouco da loucura, descrita como ansiedade. A ansiedade nos retira da conexão da plenitude, e nos desloca à uma vibração tempestiva que aflige a racionalidade. Os artistas possuem uma ânsia positiva para ver suas obras perfeitamente feitas. Mas nem todos artistas são loucos, e a loucura não é sinônimo de beleza – no sentido crítico do termo. A beleza é o saber!

Saibamos dialogar com a loucura para afastá-la da gente. Para que a arte pura entre e faça florescer nosso campo imaginário. Com um pingo de arte a vida vai sendo colorida. É estranhamente louco ser normal e não estar definitivamente louco. Por que conceitualmente a loucura nos redireciona à um estado crítico de anomalia. Por outro ângulo, na estrutura líquida da complexidade da loucura, assimilamos à grandeza das obras como um feito extraordinário. Soa realmente louco se aprofundar no quesito da arte como fenomenologia da beleza da vida, e a loucura com que ela nos apresenta à abstração.

No mais, a mensagem que desejo passar, não é a de que todos somos loucos artistas, mas que para evitar a loucura devemos nos entregar à arte. A arte chama as técnicas e saberes. A arte evoca a expertise. A arte nos povoa com a sublime vontade de fazer a crítica. E a crítica é produzida com o óleo laboral. A vida até parece um laboratório. Oremos para que nosso ser artístico equilibre-nos à razão. E na paixão não pequemos contra o coração. Sejamos fiéis ao propósito da exibição articular. Por que toda a biologia é feita em matéria de luz, às nossas câmeras, temos a ação do tempo para contar com precisão o início e o fim do próprio infinito.

Comments