Não nos é estranha a ideia de dívidas. Em finanças
podemos ter dívidas, que são compromissos de crédito ou aplicações que fazemos
para manter a saúde dos negócios em dia. Mas quem já ouviu falar em dívidas sociais?
O que isso significa. Embora não seja um conceito sociológico, introduzo ao debate
essa ideia pesquisa afim de abastecermos nosso intelecto para com aquilo que
nos legitima veracidade em relação aos fatos. Um relacionamento pode deixar dívidas
sociais? Sim, geralmente os relacionamentos quando rompidos, isto é, quando há
seu desfecho, gera uma série de aspectos, tanto quanto de aceitação como de resiliência
ao amor-próprio. O próprio ego passa por uma transformação para sublimar e
perdoar o passado. O passado pode relutar, insistir na ideia fixa da paixão por
aquilo que vinha causando prazer. Mas é este prazer, o do interesse no objeto
que te faz ser amado realmente amados?
Por que hoje em dia as pessoas estão tão descrentes no
amor fraterno e desposadas de pureza, por que nesses tempos, quase que se diga
finais, o final reaparece como recomeço? Pois tudo na vida é passageiro, tudo
volta a ser no futuro a reorganização do presente, e o melhor presente é o de
surpresa. Nós não temos controle do presente futuro, nós devemos ter virtude e domínio
de si para se preparar com nossos objetivos, planos e projetos para o que está
afrente de nós. Se nos organizarmos poderemos alcançar um crédito. Se nos
esforçarmos poderemos até ter lucro. E o maior lucro de todos é o trabalho por
amor. O trabalho inspirado e ético. Não falta moral quando alguém faz seu serviço
com a genialidade de um escultor. Mas não torno exclusivo a profissionalidade
de um escultor para dar exemplo. Tomo essa profissão para fazer uma analogia a
escuta. Escutar o silêncio e saber como agir alinhadamente com seu eu e seu superego
é a mais sublime síntese de defesa que podemos ter. E esse ter, é somente um
momento; ter um banho, ter um estudo, ter uma graça intelectual. Viver uma
benção é ganhar para si a notoriedade de que uma dívida social foi paga. E quando
entramos em uma relação romântica, somos acavalados a entrar com nossos
instintos passionais de cobrança e interesses. Esse orçamento psicológico pode
ser mais bem entendido na terapia no qual a relação passa. E no passar do
tempo, se vocês cuidam um do outro, as coisas da vida vão se frutificando.
Já a desconsideração é um pago. Um pago pelo mal
comportamento. Dívida deixada pelo seu parceiro pra que você cubra sua culpa,
seja por omissão ou traição, aquilo que feriu. Se formos mais egoístas e
geniais, teremos como defesa de ego uma ataraxia que não nos permitirá sentir
dor. Nós não choraremos por coisas levianas. Uma paixão descompromissada. Um
amor de interesses. Uma busca pela salvação. Alguns sintomas de relacionamento dão
cabo das dívidas sintomáticas na qual deixamos legado na vida do outro. Mas não
significa que sofreremos pelo desejo do barco que afundou. Se o relacionamento
não deu certo, é porque já estava no ápice do sucesso. No entanto nem sempre os
relacionamentos são da mais pura graça. Não se pode dizer que todos são iguais!
Há uma grande diferença contábil na saúde relativa. E serão os direitos de amar
o outro como ela é, que nos faz sentirmos satisfeito e reciprocamente aceito
como nós somos em essência. Quando a confiança se esgota, o amor perde a vez. O
amor se satura para gerar criatividade a destinação de um novo; sem fantasias,
sem ataques ao passado, sem ressentimentos. Simplesmente, o amor divino que o crédito
de sentimento nos congratulou. É devagar que nós podemos conquistar o tempo do
outro a se unir a nós: um coração firme e fiel, condignos, românticos e de senso-crítico.

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